quarta-feira, 22 de maio de 2013

Constantino I - O magno

Constantino foi o primeiro imperador romano a se converter ao Cristianismo e a transformar o Império pagão num Império Cristão.

Ficheiro:0 Constantinus I - Palazzo dei Conservatori (2).JPG

Primeiros anos até chegar ao cargo máximo de César

Nascido em Naisso, na Mésia Superior, atual Sérvia, no ano de 271, dia 27 de fevereiro, era filho do oficial Flávio Valério (daí originou seu nome completo: Flávio Valério Constâncio) com Helena (sendo ela responsável pela conversão de Constantino, tornando-se santa). No dia 1º de março, tomando como nome Constâncio I Cloro, seu pai foi nomeado imperador auxiliar. Crescendo na corte oriental, ainda jovem Constantino combateu no Egito. No dia 1º de maio, Constâncio Cloro substituiu também o imperador ocidental, Augusto Máximo. Seu auxiliar era Flávio Valério Severo, mas Constâncio queria que Constantino, seu filho, se juntasse a ele na luta contra o povo picto. Atravessando territórios do hostil Severo, Constantino encontrou seu pai em Gesoriacum, atual Boulogne. Cruzaram o Canal da Mancha e em 25 de julho de 306, em Eburacum, atual York, Constâncio falece com o seu filho ao lado. Os soldados da campanha imediatamente o proclamam imperador.

O sinal

Constantino, retornando ao continente europeu, estabeleceu a capital em Trier, atual Alemanha. Enquanto isso, Maxêncio, filho de Maximiano, cunhado de Constantino, tomou o poder em Roma. Eis então que ocorre o momento mais marcante da vida de Constantino, e que iria mudar todo o Império. Em 312, na Ponte Mílvio, Constantino viu, no céu do por do sol de 27 de outubro, as letras P e X, "Cristo" em grego, com a seguinte inscrição: "In hoc signo vinces (Sob este signo vencerás)". Acreditando na visão, mandou pintar o símbolo nos escudos dos soldados. No dia seguinte, dia da batalha, derrotou Maxêncio, tornando-se o único imperador no Ocidente.

Constantino tendo a visão

Contra Licínio e a nova capital do Império

Neste tempo, o governador do Oriente era Licínio. Em 324, Constantino derrotou Licínio em Adrianópolis e Crisópolis (Edirne e Üsküdine, Turquia) para se tornar único imperador (o motivo seria a traição contra o Édito de Milão, proclamado em 313, que fazia com que os cristãos fossem livres e não mais perseguidos no exercício de sua fé. Licínio havia expulsado soldados apenas pelo fato de serem cristãos). Em 8 de novembro do mesmo ano, menos de dois meses depois da vitória sobre Licínio, Constantino fez uma nova capital. Em 325, Constantino e o Papa convocaram o Concílio de Niceia, que expulsou a heresia do arianismo (Constantino chegou a favorecer os arianos e tentar se apoderar de decisões da religiosas, interferindo nela, como escreve Santo Atanásio: "Desde quando uma decisão da Igreja recebe sua autoridade do Imperador?"). Os muros da nova capital foram concluídos em 328 e a cidade foi inaugurada no dia 11 de maio de 330. Constantinopla. Semelhante com Roma, Constantino mandou construir, ao invés de templos pagãos, templos cristãos. Entre eles, estão os templos de Hagia Sofia (Sabedoria Divina [Santa Sofia]) e da Hagia Eirene (Paz Divina [Santa Irene]), fundando também a Igreja dos Santos Apóstolos. Constantino só se converteu de vez em 337.

Hagia Sofia, atual Istambul, na Turquia. Pertenceu ao Catolicismo até  o século XIII, quando virou ortodoxa. No século XV, com a queda do Império Romano do Oriente, ficou sob domínio islâmico até o século XX, sendo transformada em museu
Morte

Após a Páscoa, começou a adoecer e viajou para Drepanum, posteriormente Helenópolis (Trapani, Sicília), a fim de rezar na tumba de S. Luciano, santo de devoção de Helena, sua mãe. Batizado em Nicomédia (Izmit, Turquia), morreu algumas semanas depois, trajando uma vestimenta branca, no dia de Pentecostes (22 de maio de 337). Seu corpo foi colocado na Igreja dos Santos Apóstolos. 

O símbolo do P e do X ficou sendo o símbolo do exército romano desde 320, pois o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império

OBS: Apesar de aparecer com uma auréola em muitos murais, Constantino não é santo. Apesar de toda a sua grandeza ao favorecer o cristianismo, fazendo com que crescesse, ele causou danos ao apoiar os arianos.

               ROUZEAU, Stéphane Audoin. As grandes batalhas da História. Larrouse do Brasil: São Paulo,              2009.
              CAWTHORNE, Nigel. Os 100 maiores líderes militares da História. Ed. Difel: Rio de Janeiro, 2010.





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